Fórum do Pronaf discute próximo Plano Safra da Agricultura Familiar
- Artigo Secundário 2
Debate reuniu governo, setor financeiro e entidades para construir diretrizes para 2026/27
Representantes do governo federal, do sistema financeiro, de entidades do cooperativismo e de organizações da agricultura familiar se reuniram, nesta quarta-feira (11), no Fórum do Crédito Rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A pauta do encontro foi o balanço parcial da safra 2025/2026 e as perspectivas para a construção do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027.
Realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o fórum integra o espaço permanente de diálogo entre governo e sociedade sobre políticas públicas de crédito rural voltadas à agricultura familiar.
Durante a reunião, foram debatidos desafios e oportunidades relacionados ao acesso ao crédito, à organização produtiva, à comercialização e ao fortalecimento das cadeias da agricultura familiar. O objetivo é reunir contribuições técnicas e institucionais que possam orientar a elaboração do próximo Plano Safra, considerado uma das principais políticas públicas de apoio ao setor.
O Sistema OCB participou das discussões e reforçou a importância do cooperativismo como instrumento de inclusão produtiva e de ampliação do acesso a serviços financeiros no meio rural. A atuação das cooperativas foi destacada como um fator relevante para a organização da produção, o fortalecimento da renda e a dinamização das economias locais.
“A participação do cooperativismo nesse espaço de diálogo é fundamental para contribuir com a construção de políticas públicas mais aderentes à realidade dos produtores rurais. As cooperativas têm papel estratégico na organização da produção, no acesso ao crédito e na conexão dos agricultores familiares com os mercados”, destacou João Prieto, gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB.
Segundo ele, o debate sobre o próximo Plano Safra também precisa considerar o fortalecimento dos instrumentos em torno do financiamento, assistência técnica e acesso a mercados. “Quando as políticas públicas reconhecem a força das cooperativas e promovem a integração entre crédito, assistência e comercialização, ampliamos as condições para que os agricultores familiares invistam, inovem e gerem mais renda no campo”, finalizou.