Na pauta, a apresentação do projeto do Complexo Internacional da Economia do Mar, para alavancar a pesca costeira, oceânica, artesanal, indústria de transformação de produtos da pesca e aquicultura, além de incentivar o transporte marítimo de menor porte, tendo o Rio Grande do Norte como hub dessas atividades.
Vocação para a pesca
O Rio Grande do Norte tem forte vocação para os negócios da economia do mar, haja vista ser o maior produtor de sal marinho do Brasil e do mundo, possuir plataformas continentais para produção de petróleo, ter forte vocação a produção marítima de energia eólica, grande potencial para a aquicultura, além de já ter relevante produção pesqueira, entre outros (Codevasf, 2021).
Segundo informações do Sindipesca-RN, em termos de pescados, o RN se destaca por ser o maior produtor e exportador de atum do Brasil, representando cerca de 90% do total das exportações brasileiras, cuja receita em 2021 foi de aproximadamente US$ 18,352 milhões (COMEX STAT, 2022). Entretanto, como a tecnologia das embarcações usada atualmente na pesca do atum ainda é aquela do século XIX, o valor agregado do pescado exportado é praticamente incipiente, porquanto o atum é comercializado fresco e mantido em gelo, inclusive durante a logística internacional.
As commodities de fato dominam a pauta de exportações do RN, o que traz inúmeras dificuldades de estruturação do desenvolvimento agroindustrial, pois o baixo valor agregado dos produtos exportados, condiciona a rentabilidade dos negócios mais à taxa de câmbio do que à própria atividade produtiva, fato que reduz a capacidade de investimento do agronegócio potiguar.
Aliado a isto há questões de logística e mercado internacional que também dificultam o desenvolvimento da economia do mar no RN. Como a base produtiva do estado é basicamente constituída de micro e pequenas empresas, sua economia é fortemente dependente do setor de serviços. Da mesma forma, a logística internacional, utilizando navios cada vez de maior porte, favorece o comércio de grandes empresas para o hemisfério norte. Assim, observa-se que de fato a base de produção do RN não favorece maior integração ao comércio internacional.
O Projeto
A concepção do Complexo estabelece três áreas de atuação: 1) Agroindústria Pesqueira, que prevê a construção de nova frota pesqueira de alta tecnologia, a incorporação e transformação do Terminal Pesqueiro de Natal/RN numa moderna agroindústria de processamento e comercialização de pescados e produtos da aquicultura, entre outros; 2) Produção Aquícola, voltada a pesquisa, desenvolvimento e produção industrial de micro e macro algas, peixes, moluscos e crustáceos; e 3) Operadora Logística, que consiste na operação de frota mercante própria (navios multifuncionais de pequeno porte), visando a integração comercial da região Nordeste com a África Ocidental, o que permitirá a incorporação e operação do Porto de Natal/RN como terminal alfandegado de cargas e base da operação mercante, inclusive aquela de cabotagem.
Coopesbra
Em abril/2022, para equacionar esses gargalos e aproveitar a vocação natural do RN, e ainda melhor oportunizar seus negócios, algumas empresas de setores da economia do mar se organizaram através do cooperativismo, com a fundação da Cooperativa de Produção e Serviços da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura do Brasil (Coopesbra), objetivando a implantação do Complexo Internacional da Economia do Mar do Rio Grande do Norte.
A iniciativa conta com o apoio da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Norte – OCERN e da unidade estadual do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – Sescoop/RN.{gallery}1456{/gallery}
A cooperativa também contou com a presença de representantes de instituições parceiras da promoção do caminhão de prêmios, que estiveram juntos da Coopefarma na campanha e viabilizaram os itens que integram a premiação. Entre estas instituições, o Sicoob Potiguar, cooperativa financeira em consonância com o sexto princípio cooperativista: a intercooperação. Outra empresa parceira da Cooperfarma e que participou da campanha, foi a Nordeste Potiguar Farmacêutica, além do Sistema OCERN, representado pelo gerente técnico Rubens Lopes. Dirigentes e diretores da Coopefarma, de várias cidades do estado, foram até FLorânia para prestigiar o momento da entrega da premiação.
O comboio saiu em carreata pelas ruas de Florânia, mobilizando a população para o momento da entrega. no centro da cidade, a comitiva foi recebida por dona Vera Lúcia de Brito, a grande vencedora do caminhão de prêmios. A moradora foi contemplada com diversos móveis e aparelhos eletroeletrônicos, como geladeira, máquina de lavar, itens de cozinha, entre tantos outros itens essenciais para casa.

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Após dois anos de incertezas, o mundo começa a dar os primeiros passos em direção a um novo momento. A pandemia da Covid-19, que se alastrou rapidamente e demandou respostas rápidas e adaptação de todas as organizações, parece finalmente estar controlada. A imprevisibilidade gerada pela crise sanitária fará com que o Brasil enfrente grandes desafios para crescimento nos cenários futuros. E no contexto da retomada econômica, as cooperativas possuem uma grande oportunidade: a de se tornarem protagonistas.
Mesmo diante de muitos obstáculos, nossas cooperativas, mais uma vez, superaram as expectativas e provaram, com resultados positivos, que a chave do sucesso está na colaboração e na construção conjunta. E nesse cenário, o cooperativismo tende a seguir em ascensão, uma vez que a crise fez com que mais pessoas se aproximassem de soluções coletivas, como as apresentadas em nosso modelo de negócio. Tendo as pessoas como centro e priorizando o trabalho colaborativo, promovemos desenvolvimento e prosperidade para toda sociedade.
O AnuárioCoop – Dados do Cooperativismo Brasileiro 2022, lançado pelo Sistema OCB, traz números animadores sobre os rumos do cooperativismo nacional. Por exemplo, houve avanços no número de empregos gerados por cooperativas entre 2020 e 2021. Também foi observado um aumento na representatividade feminina nesses empreendimentos, inclusive em posições de liderança. O ativo total do cooperativismo cresceu em relação à 2020, bem como o capital social e as sobras do exercício que retornaram aos cooperados. No Anuário, estão disponíveis dados de todos os ramos, além de números gerais no Brasil e no mundo. Para conferir a notícia completa e acessar o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2022, acesse o link.{gallery}1543{/gallery}
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O Encontro contou com as palestras de Kelly Regina de Oliveira, psicóloga e especialista em direitos humanos, Grasiela Barbosa, engenheira agrônoma da Emater/RN que trouxe informações sobre políticas públicas para as mulheres. A psicóloga Fernanda Rose tratou sobre liderança feminina nas cooperativas e a pedagoga e analista da gerência de desenvolvimento de cooperativas do Sescoop Nacional, Divani Souza abordou o trabalho do Comitê Nacional de Mulheres.
A programação contou ainda com uma visita técnica à Cooperativa dos Fruticultores da Bacia Potiguar - Coopyfrutas, em Mossoró.

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